Apresentação

Prezados internautas, este blog foi criado com intuito de expandir a palavra Bíblica,

em meus aprendizados como cristão praticante.

Tenho por hobby, a prática da escrita e, dentre esta, também os poemas, sendo alguns destes dedicados à Sagrada Escritura.

Como não consegui, por mais que tentasse, repassá-las para quem quisesse musicá-las, pois acredito que haja esta possibilidade, apesar de não ser compositor, resolvi divulgá-las por meio eletrônico, para que não ficassem apenas em um arquivo pessoal.

Boa leitura e “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

"Apocalipse 19"

Apocalipse 19

Aleluia! Cantava, um imenso coro, no céu.
A nosso Deus a salvação, glória e poder.
Porque seus juízos são verdadeiros e justos,
à grande prostituta, se fez conhecer.

Dela pediu-lhe contas do sangue de seus servos.
E reina pelos séculos dos séculos.
Cantai todos vós, seus servos que o temeis,
e prostrados, adoravam o Rei dos reis.

O imenso coro, a cantar, continuava,
como ruído das grandes águas e ribombar de trovões:
“Aleluia! Eis que reina o Senhor,
nosso Deus, o Dominador”.

Alegremo-nos, exultemos e demos glórias,
porque se aproximam, do Cordeiro, as núpcias,
a sua Esposa está preparada,
e Ele se revestiu das obras santificadas.

Felizes são os convidados,
para a ceia do Cordeiro Imolado
e as palavras de Deus, autênticas são,
foi isso que escreveu João.

Para adorá-lo, se prostrou aos seus pés,
mas Ele disse que não,
sou servo como tu és,
somente a Deus, adoras então.

No céu aparece um cavaleiro.
Seu nome: Fiel e Verdadeiro.
Guerreia e julga com justiça, os modos seus
e vestido de sangue é Verbo de Deus. 

Seguiam-no os exércitos celestes,
eram de brancura imaculada, suas vestes.
Saía de sua boca uma espada afiada,
pois as nações pagãs, seriam dominadas.

No manto, traz escrito:
“Rei dos reis, Senhor dos senhores”!
Sobre o sol, um anjo, as aves reunia,
pois a ceia de Deus começaria.

As carnes de muitos comeriam:
reis, generais e poderosos,
também de cavalos e cavaleiros
e ainda, homens livres ou escravos.

A Fera e os reis da terra,
com seus exércitos reunidos,
para ao Cavaleiro fazer guerra,
como também ao escolhidos.

Mas a Fera foi presa e com ela o falso profeta,
que sob seu comando, prodígios realizava
junto àqueles, que seu sinal recebera
e diante de sua imagem, prostrava.

Ambos, vivos, lançados foram,
no lago de fogo sulfuroso.
Os  demais, pelo Cavaleiro, pereceram
e as aves se fartaram, de banquete glorioso.

23/11/2016
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"Apocalipse 20"

Apocalipse 20

Desceu do céu um anjo, então,
que tinha a chave do abismo na mão
e trazia consigo uma grande algema,
com a qual, acorrentou o Demônio, em mil anos de pena.

No abismo o atirou
e por cima, fechou e selou,
para que nações não seduzisse
e até que o prazo se completasse.

Depois, por pouco tempo, solto deve ser.
E João continuou a escrever.
Vi tronos, daqueles que receberam o poder de julgar.
Eram as almas, que usavam da palavra de Deus, para testemunhar.

Também todos que, à Fera, não tinham adorado,
nem seu sinal nas mãos e na fronte gravado.
Eles, uma nova vida, viveram
e com Cristo, por mil anos, reinaram.

Não tornaram à vida, os outros mortos,
até os mil anos completos.
Esta é a primeira ressureição.
Feliz e santo, aquele fez parte desta atenção.

Sobre eles, não tem poder, a segunda morte,
de Deus e de Cristo, serão sacerdotes.
Durante mil anos, com Eles reinarão,
até Satanás, ser solto da prisão.

Para seduzir nações, dela sairá,
que nos quatro cantos da terra, estão.
Para combate, se reunirá
e numerosas como as areias do mar, serão.

À superfície da terra, subiram,
a cidade querida e o acampamentos dos santos cercaram.
Mas desceu um fogo do céu
e as devorou.

No lago de fogo e enxofre, o Demônio foi lançado.
Onde já estavam a Fera e o falso profeta.
Dia e noite, serão atormentados,
pelos séculos dos séculos.

Havia um grande trono branco,
no qual alguém nele se sentava.
Céus e terras de sua face, fugiram
e lugar pra eles, já não se achava.

De pé, diante do trono, os mortos.
Livros, então, foram abertos.
E ainda, o livro da vida.
Julgados foram, conforme suas obras contidas.

O mar restituiu seus mortos.
Também a morte e subterrânea morada.
Conforme suas obras, foram julgados
e no tanque de fogo, foram lançadas.

O tanque de fogo,
é esta a segunda morte.
Todo que, inscrito no livro da vida, não foi encontrado,
foi ao fogo lançado.


25/11/2016
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Apocalipse 21"

Apocalipse 21

Contemplando, João assim descreveu:
“Vi, então, uma nova terra e um novo céu,
pois os primeiros, se fez acabar
e, já não existia o mar”.

De junto de Deus, do céu desceu,
a Cidade Santa, a nova Jerusalém.
Majestosa, ela apareceu,
linda, como uma noiva, vem!

Do trono, uma grande voz dizia:
“Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens”!
Serão o seu povo e com eles habitará.
E Deus mesmo, com eles estará.

Porque passou a primeira condição,
toda lágrima enxugará.
Nem morte, luto, grito, dor e nem aflição,
já não mais haverá.

Quem está sentado no trono disse, então:
“Eis que, todas as coisas, eu renovo,
porque fiéis e verdadeiras, estas palavras são”!
Dizendo ainda, que escrevesse de novo.

“Está pronto!
Eu sou o Alfa e o Ômega, o começo e o fim,
darei de beber da fonte da água viva,
àqueles que tem sede de mim”.

“O vencedor, tudo isso herdará.
Eu serei o seu Deus e ele meu filho será.
Os infiéis, tíbios, homicidas, impuros, maléficos, idólatras e mentirosos, terão,
a segunda morte, no tanque ardente de fogo e enxofre, como quinhão”.

Veio um dos sete Anjos, então,
que tinham a taça cheia dos últimos flagelos,
para mostrar a Cidade Santa a João,
revestida de tudo que era mais belo.

Assemelhava-se a uma pedra muito preciosa, seu esplendor.
Tinha grande e alta muralha de doze portas de pérolas,
as quais anjos, tinham por protetor
e os nomes das tribos de Israel, gravados nelas.

Havia três portas em cada direção.
Os nomes dos doze apóstolos, continha seus fundamentos.
Quem falava, trazia uma vara de ouro pra medição
e eram iguais, altura, largura e comprimento.

Cento e quarenta e quatro côvados, a muralha mediu.
E em materiais nobre, assim construiu.
Jaspe, puro ouro, safira, esmeraldas, cornalina, crisólito, calcedônia,
berilo, topázio, crisóparo, jacinto, ametista e sardônica.

Nela, templo algum, havia,
porque Deus e o Cordeiro ali existia.
A Cidade de sol e de lua, não necessita,
porque a Glória e Luz de Deus e do Cordeiro ali habita.

À sua luz, as noções andarão
e a sua opulência, os reis da terra lhe levarão.
Não se fecharão, suas portas,
pois, não mais, haverá noite.

Levar-lhe-ão a opulência e a honra das nações.
Nela não entrará nada de profano e, sim o verdadeiro,
nem quem pratique mentiras e abominações,
mas unicamente, aqueles cujo nome, está inscrito no livro da vida do Cordeiro.


25/11/2016
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

terça-feira, 1 de novembro de 2016

"Apocalipse 22" - Final

Apocalipse 22

O anjo, a João, mostrou,
um rio de água viva,
resplandecente como cristal de rocha,
que do trono de Deus e do Cordeiro, brotou.

Às margens do rio, no meio da avenida,
se encontrava uma árvore da vida,
a qual, a cada mês, tem um fruto produzindo
e suas folha, para curar nações, servindo.

Nada de abominável, aí haverá,
o trono de Deus e do  Cordeiro, nela estará.
Seus servos, culto lhes prestarão.
Seu nome, nas fronte estará e sua face verão.

Da luz do sol  não precisará,
pois noites já não mais haverão.
O Senhor Deus a iluminará,
e seu reinado, por séculos permanecerão.

Estas palavras são fiéis e verdadeiras.
E o Senhor enviou seu anjo, para mostrar o que em breve deve acontecer.
Quem pratica as palavras deste livro, como primeiras,
felizes hão de ser.

Ouvindo isso, prostrou-se diante do anjo, João.
O qual lhe disse: “faças isso não,
pois sou um servo, como tu e irmãos teus,
prostra-te diante de Deus”!

E ainda: “não seles o texto profético deste livro,
porque está próximo o momento”.
O Cordeiro trará a justiça como crivo,
em breve, nas suas obras, a recompensa do julgamento.

O Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim,
Somente Ele é assim.
Quem lava tuas vestes e entram na cidade, felizes serão,
porque o direito à árvore da vida, esses terão.

Felizes das mãos benfazejas,
quais têm a mente sã.
Jesus, enviou o anjo para atestar coisas a respeito das igrejas.
Ele é a descendência de Davi, a estrela radiosa da manhã.

O Espírito a Esposa dizem vem,
e aquele que ouve possa dizer também!
Todo aquele que tem sede, esta lhe seja provida
e que o homem de boa vontade, receba a água vida!

Às palavras da profecia deste livro, se alguém alguma coisa juntar,
sobre ele, as pragas nele descritas, Deus ajuntará.
E se dele alguma coisa tirar,
sua parte da árvore da vida e Cidade Santa, Deus tirará.

Aquele que atesta estas coisas diz:
“Sim! Eu venho depressa!
 Amém. Senhor Jesus, vem!
Com todos, esteja a sua Graça”.


28/11/2016
Antônio de Pádua Elias de Sousa

Formiga-MG

domingo, 16 de outubro de 2016

"Porque sou católico?"

Por que sou católico?

Por que sou católico?
É questão de fé,
simples assim,
tendo ela presente em mim.

Creio numa Santa Trindade.
Em uma Família Sagrada.
Cultuando a verdadeira verdade,
como dogma relatada.

Obediência com simplicidade.
Deixado o exemplo do servir.
O amor com suavidade.
Pra quem lhe quiser seguir.

Corpo e sangue,
transformado em alimento.
Na instituição da eucaristia,
esta “Memória”, refaçam dia após dia.

No mistério maior da ressurreição,
por um homem a morte foi vencida.
Para o pecado da humanidade a libertação,
que eternamente terá vida.

Pelos santos e mártires,
ficaram os escritos.
Dando um testemunho real,
que é pra nós a história.

Por mais privilegiada,
que seja uma mente humana,
esta jamais conseguira,
fantasiar como estória.

Não sei tudo e muito menos vi tudo.
Também nem precisei.
Não me disseram que escolhido serei.
Apenas peço ser capacitado.

Por que sou católico
e apostólico?
Simples assim.
Há fé.

Antônio de Pádua Elias de Sousa

19/04/14

sábado, 30 de julho de 2016

"Maõs abertas"


Ei-las aqui Senhor,  mãos abertas,
em seu altar, na verdadeira devoção,
almejando fazer as coisas certas,
colocadas à disposição.

Primeiramente em agradecimento,
pois ganhei sem merecer,
agora estendidas em oferecimento,
para ajudar,  quem deseja receber.

Concedei-las o dom da partilha,
longe do mal e próximas do bem,
buscando viver em família,
ao modo que Lhe convêm.

Proporcionalmente a sua abertura,
abra também o coração,
quebrando a espada e armadura,
unindo os povos em Sua direção.

Peço ainda com fervor,
de abri-las mais a cada dia,
pra distribuir o Seu Amor,
com generosa paz e alegria

“Gentileza gera gentileza”,
as pessoas necessitam serem mais espertas
mostre-nos então grande beleza,
de mantermos as mãos abertas.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG
07/03/16




segunda-feira, 7 de março de 2016

"Prova"

“Prova”

O Senhor me fez à sua imagem e semelhança.
Pediu para que eu acreditasse,
que jamais perdesse a esperança
e ainda, que nunca desanimasse.

Mas minha ignorância não entende seus argumentos.
Pois pediu ao pai o sacrifício de um filho, como prova de fidelidade.
Instituiu uma lei, em mandamentos.
Numa demora, pra conceder, ao povo seu, a liberdade.

Depois enviou-nos seu próprio filho.
Dizendo-lhe: “Conduza este povo inteiro”!
Vimos então, um pouco seu brilho,
mas em seguida, O penduraste no madeiro.

Assim me vi, novamente sem norte.
Assustado, fiquei sem entender!
E Ele venceu a morte.
Tornando difíceis seus métodos compreender.

Ressuscitado, me disse que eu nunca estaria sozinho.
Então, meio incrédulo, acho que confiei.
Ele me mostraria o caminho,
mas ainda assim vacilei.

Pouco tempo depois, pra Ti retornou.
E ainda tua mãe nos entregastes.
Em seguida um Santo Espírito enviou.
Posteriormente nossa mãe elevastes.

Então acabei indo embora.
Queria ser auto-suficiente.
Desejava tudo a tempo e à hora.
Mas me descobri incompetente.

Havia lhe virado as costas.
O seu tempo, não era o meu.
Busquei arriscar em apostas.
E abandonei o que era seu.

Com estupidez, coloquei à prova sua amizade.
Trilhei caminhos errados.
Assim encontrei a infelicidade.
E outros muitos, também estão enganados.

 O Senhor, sem mim continuou sendo Deus,
e eu sem Você, me tornei nada!
Mas sua misericórdia abriu os olhos meus,
e minha falha foi perdoada.

Seu amor incondicional me resgatou.
Pediu-me que pegasse minha cruz e seguisse,
e que peso maior suportou.
E que nesta prova eu revivesse.

Foi assim que encontrei minha fé.
Hoje dela não abra mão!
Pois sei quão maior Tu é.
Que estou em Teu coração.

Entendi que minha prova pequena era,
mas injustamente sabia apenas reclamar.
Compreendi que tua justiça não erra.
Agora entendi o que é amar.


03/12/14